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Comissão de Direitos Humanos investiga repressão em Goiânia

Violenta repressão contra os sem-tetoO
deputado João Alfredo (P-SOL/CE) foi designado pela Comissão de
Direitos Humanos da Câmara para apurar, em Goiânia (GO), a situação dos
ex-moradores do Parque Oeste Industrial.

O despejo das famílias, em fevereiro deste ano, resultou na morte
reconhecida de duas pessoas, cerca de 800 detidas e 26 feridas. O
deputado ouvirá testemunhas e dois procuradores, a partir das 12:30h
desta quinta-feira (10), na Câmara Municipal de Goiânia e, em seguida,
visitará o acampamento onde vivem hoje, no bairro Grajaú, 1.129
famílias remanescentes da ocupação.

Segundo documento divulgado em 28 de outubro último por duas relatorias
nacionais da DhESC Brasil (Plataforma Brasileira de Direitos Humanos
Econômicos, Sociais e Culturais), as famílias estão submetidas a
condições sub-humanas de moradia, alimentação e saúde, que já
provocaram 12 mortes. Dois líderes foram presos e, até hoje, não houve
punição dos responsáveis pela violência durante o despejo.

Os moradores reivindicam, entre outras coisas, medidas emergenciais que
venham conter o surto de epidemias como hepatite (tipo A), catapora e
viroses, e o loteamento de todas as famílias em um mesmo local.

No dia 3 de março deste ano, uma comitiva da CPMI da Terra (Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a situação fundiária do
País, agrária e urbana) esteve em Goiânia para investigar o despejo e,
na semana seguinte, aprovou requerimento do deputado João Alfredo,
relator da CPMI, recomendando ao Procurador Geral da República a
federalização da investigação e do julgamento dos crimes cometidos pela
polícia do Estado de Goiás.

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