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Decisão do parlamento italiano relembra regime fascista

O líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), criticou, em discurso na Câmara, no dia 9/2, a aprovação, no parlamento italiano, de lei que determina que médicos e enfermeiros denunciem imigrantes ilegais que tenham sido atendidos em hospitais e unidades de saúde. Para Ivan Valente, a decisão representa uma perseguição aos imigrantes e lembra claramente ao regime fascista de Benito Mussolini, no século passado.

A lei, proposta pelo governo de Silvio Berlusconi, aprovada em 5 de fevereiro último, permite que médicos denunciem imigrantes ilegais, estabelece um registro dos sem-teto, fixa entre 80 e 200 euros o imposto para obter a permissão de residência na Itália e prevê prisão de até 4 anos aos ilegais que se recusarem a sair do país. A oposição a Berlusconi tentou rejeitar o projeto, argumentando que é vergonhoso e anti-humanitário, mas foi vencida por 156 votos a 132.

A organização Médicos Sem Fronteiras condenou a medida, alegando que o projeto não impedirá a imigração ilegal, mas sim que imigrantes procurem atendimento médicos no sistema público de saúde.

“É uma iniquidade com os imigrantes”, afirmou Ivan Valente. O deputado lembrou do recente caso envolvendo o italiano Cesare Battisti: “Não podemos admitir que governantes italianos do calibre do Sr. Berlusconi venham cobrar do Brasil respostas judiciais para quem adota propostas que são o resgate do fascismo e do nazismo na Europa, execrados e derrotados no mundo todo”.

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