A representação operária venezuelana encabeçada pelo coordenador da UNT e dirigente da Marea Socialista Stalin Borges, teve uma importante vitória para a república bolivariana ao conquistar o status de país que respeita a liberdade sindical.
Aporrea
Depois de sete anos, a Venezuela não entra na lista de países da Comissão de Normas da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em sua conferência anual, por supostamente violar a liberdade sindical.
Este é o resultado o trabalho das diferentes Delegações de Trabalhadores e governo, na defesa de nosso país, respondendo acertadamente sobre os ataques do traidor Manuel Cova e sua aliada patronal FEDECAMARAS. Que mais uma vez saem derrotados em uma instância internacional; já que somente divulgam mentiras.
Estes senhores denunciaram que na Venezuela se viola a liberdade, quando são os patrões os que descumprem com a lei despedindo e perseguindo os trabalhadores que fazem uso de seu direito constitucional de organizar-se em sindicatos.
A delegação dos trabalhadores encabeçada pelo delegado Stalin Pérez, junto aos conselheiros técnicos: Marcela Máspero, Juan Piedra, José Veloz, Orlando Chirinos, Juan Valor, Victor Julio Díaz, Edgar Jiménez, Eduardo Sánchez e José Ibarra, manteve-se em pé de guerra para derrotar estes conspiradores que, ano após ano, vêm causando danos a nossos trabalhadores e a nosso povo. SEGUIREMOS VENCENDO.
Reportagem com Stalin Perez Borges
M.S.: Como relataria a luta contra a inclusão da Venezuela na lista dos países que violam a liberdade sindical?
S.P.B.: Primeiro queria afirmar que a liberdade sindical e o direito à negociação coletiva são conquistas dos trabalhadores. Isto custou muitas vidas e moblizações. E estes direitos não são dádivas entregues pelos governos ou empregadores, são direitos conquistados como os direitos humanos, as liberdades democráticas, o direito à greve. Direitos que foram arrancados com anos de lutas e ao preço de muitas vidas humanas.
Em relação a esta tentativa de manter a Venezuela na lista de países que violam a liberdade sindical, tenho que dizer com orgullo que nesta oportunidade, depois de sete anos em que se castigou injustamente a nosso país, vencemos esta nova tentativa.
É verdade que em todos os países há fatos que violam a liberdade, é verdade que o anterior Ministro do Trabalho da Venezuela tentou por todos os meios beneficiar a transnacional Ternium no último embate e também é verdade que essas tentativas foram derrotadas pelos trabalhadores da SIDOR. Contudo, na República Bolivariana creceu o nível de sindicalização e se criou um maior número de sindicatos. Incluindo aqueles falsos sindicalistas, os sindicalistas burocratas como os da CTV, que se matinham no poder sem fazer eleições há pelo menos 40 anos e que tiveram que realizá-las. Por isso, comparando com os países que dizem que respeitam a liberdade sindical, a República Bolivariana da Venezuela passa na prova.

