Em reunião do Conselho Superior da Universidade de Brasília foi indicado o novo reitor temporário para garantir a escolha de uma nova administração. Houve três indicações: Marcelino Gileno, que obteve 24 votos; Lurdes Bandeira, essa contou com 31 votos dos conselheiros e o mais votado foi o ex-secretário de segurança do Distrito Federal na Gestão do então Governador Cristovam Buarque e também Secretário de Segurança do Rio de Janeiro na Administração da Governadora Benedita da Silva.
Quando foi secretário de Segurança do Distrito Federal, reduziu a violência no trânsito. Coordenou o Plano Nacional de Segurança Pública para o PT. Ajudou a fundar duas universidades, publicou mais de quarenta obras, entre livros e artigos. Dá aulas na graduação, no mestrado e no doutorado da Universidade de Brasília e tem carreira respeitável como advogado. É agora vai tocar a administração da academia em campo minado que reconhece ser.
Nas conversas preliminares tem deixado claro que concorda com as eleições paritárias, que cada membro da Universidade, compreendendo os três seguimentos tem a mesmo valor perante o voto. Coisa que não ocorre hoje, um voto de um professor vale 70% mais que um estudante e servidor juntos, isto a comunidade universitária não tolera mais.
Segundo Fábio Felix o este sistema de escolha é uma vergonha. “Para escolher o Presidente da República todos são iguais, carroceiros, padre, professor, trabalhador, domestica, agora para escolher um reitor de uma Universidade tem esse disparate”. Ainda sim em um momento tão crítico para educação como um todo, acrescentou Fábio.
Ocupação – Os estudantes garantem que a manhã define se continuam ou finda a ocupação das dependências da Reitoria, vai depender dos desdobramentos e conversas, agora com o representante do Governo Lula na reitoria.

