A partir de agora, no Brasil, em 24 de março é oficialmente celebrado o Dia Internacional do Direito à Verdade. A iniciativa partiu da deputada Luiza Erundina (PSOL), foi aprovada em definitivo no plenário do Senado em dezembro de 2017 e promulgada como lei pela Presidência da República nesta terça-feira (9).
A data foi instituída em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional do Direito à Verdade sobre Graves Violações aos Direitos Humanos e da Dignidade das Vítimas.
A escolha da data é uma referência ao Monsenhor Óscar Arnulfo Romero, bispo de El Salvador, morto nesta data, enquanto realizava uma missa, durante os conflitos armados daquele país. Dom Romero pagou com a própria vida sua dedicação à humanidade, à defesa dos direitos humanos, da dignidade das vitimas de violação de direitos e à proteção de vidas humanas. Sua morte causou protestos em todo o país e pressão de organismos internacionais.
O Brasil assume, ao consagrar a data, uma postura mais responsável com relação à defesa da verdade e da dignidade humana. Agora, as instituições de representação política, seja no âmbito municipal, estadual, distrital ou nacional, vão passar a colocar o 24 de março em posição de destaque em seu calendário anual de trabalhos.

