O mandatário equatoriano Rafael Correa, durante seu usual discurso radiofônico dos sábados, dessa vez transmitido desde Valdicvia, província de Santa Elena, indicou que há indícios de que nos anos 90 prescreveu parte da dívida externa do país e que, sem dúvida, se fez todo p possível para favorecer a cancelação da dívida de parte dos funcionários do Banco Central do Equador, a quem acusou de favorecer incondicionalmente aos interesses dos credores em vez dos interesses dos equatorianos.
“De acordo com as leis internacionais de Nova York, com base no que se firmou nos contratos, estava prescrita, mas fizeram todas as jogadas para romper a prescrição e renegociaram, tudo para que os credores não perdessem seu dinheiro, sem se importarem se o país saía perdendo. Tudo isso está sendo investigado, estamos com as ações penais correndo contra esses traidores da pátria e também com as ações internacionais para declarar ilegítima a dívida”, apontou.
O chefe de Estado agradeceu a todos os colaboradores nacionais e estrangeiros que apóiam a comissão de auditoria da dívida externa e destacou que é a primeira vez que se realiza uma comissão desse tipo por iniciativa do governo, pois sempre foram promovidas pela sociedade civil.
“Porque os governos escondiam as coisas, nós queremos mostrar tudo pelo qual o país passa, devido ao beneficiamento dos credores por parte dessa gente do Banco Central, que aqui fazia tudo para beneficiá-los, inclusive ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional”, apontou.
O chefe de Estado descartou autonomia para o Banco Central do Equador e responsabilizou a entidade financeira pelo que chamou um assalto aos equatorianos para proteger os intereses de credores.
Fonte: ecuadorinmediato.com

