Heloísa Helena e o PSOL agitam a abertura do FSM

28 de janeiro de 2009

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Milhares de ativistas sociais participaram da marcha de abertura do Fórum Social Mundial, saindo em passeata pelas ruas de Belém, na tarde desta terça-feira (27). Nem a forte chuva fez os militantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), relaxarem na vibração e animação, na maior coluna do partido em uma manifestação contra a crise mundial, em defesa da Amazônia e contra o projeto neoliberal.


Heloísa Helena, Martiniano Cavalcante, Luiz Araújo, Pedro Fuentes, Edilson Silva, Deputado Federal Chico Alencar, Deputado Federal Ivan Valente, Senador José Nery, vários vereadores do partido e outros dirigentes nacionais, fizeram a militância empolgar-se e demonstrarem sua capacidade de luta e mobilização, como nas palavras de ordem: “Sou do PSOL, não abro mão, do socialismo e da revolução”, assim outro mundo socialista será possível.

“Da África para a Amazônia” marcou a abertura oficial do fórum, o momento da consagração da cidade de Belém acolhedora dos movimentos sociais mundiais e suas bandeiras de luta. A marcha partiu da Escadinha do Cais do Porto, passando pelas avenidas Presidente Vargas e Nazaré. A chegada foi na Praça dos Operários, no mercado de São Brás.

Com um histórico de grandes mobilizações – as três primeiras edições do FSM, bem como a quinta edição, aconteceram em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 2001, 2002, 2003 e 2005. Em 2004, uma edição mundial foi realizada pela primeira vez fora do Brasil, na Índia. Em 2006, sempre em expansão, o FSM aconteceu de maneira descentralizada em países de três continentes: Mali (África), Paquistão (Ásia) e Venezuela (Américas). Em 2007, voltou a acontecer de maneira central no Quênia (África).

A primeira edição resultou na criação do Conselho Internacional que, em sua reunião de fundação, aprovou em 2001 uma Carta de Princípios, a fim de garantir a manutenção do FSM como espaço e processo permanentes para a busca e a construção de alternativas ao neoliberalismo.

Com mais de 100 mil pessoas e 5.680 organizações que devem participar do Fórum Social Mundial 2009 que vai de terça-feira (27) até 1° de fevereiro. Representantes de movimentos sociais, povos tradicionais, organizações não governamentais, sindicatos e grupos religiosos de mais de 150 países estarão reunidos para celebrar a 9ª edição do encontro alternativo mundial, que retorna ao Brasil. Na pauta das principais discussões está a crise econômica mundial, as mudanças climáticas e as alternativas aos modelos de desenvolvimento. O Conselho Internacional do FSM decidiu realizar o Fórum na região amazônica em reconhecimento ao papel estratégico da região para toda a humanidade.

A região é uma das últimas áreas do planeta ainda relativamente preservada, em um espaço geográfico de valor imensurável por sua biodiversidade e que agrega um conjunto amplo e diverso de movimentos sociais que lutam por uma Amazônia sustentável, solidária e democrática. O FSM ocorre nos campi da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e terá mais de 2400 atividades – entre plenárias, conferências, palestras, oficinas, eventos esportivos e culturais – propostas por organizações de todo mundo. A atividade inaugural do FSM será a marcha simbolizando o encontro dos participantes com a cidade que acolhe o evento.

Seguindo com a agenda do PSOL no Fórum, a ex-senadora vai debater os
efeitos da crise econômica mundial, durante um painel no dia 28 de
janeiro, às 08h30, na Universidade Federal Rural da Amazônia.

O
debate, animado pela Fundação Lauro Campos, terá a presença do
economista Reinaldo Gonçalves, de François Olivier, do Novo Partido
Anticapitalista da França, de François Houtard, do Centro
Tricontinental de Louvain na Bélgica, e do dirigente do MST, Gilmar
Mauro.

Texto e Foto: Antonio Jacinto Índio

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PSOL contra a fome