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Jornalista que divulgou esquema de espionagem americana participa de audiência pública no Senado

Por iniciativa do senador do PSOL, Randolfe Rodrigues (AP), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado promove nesta terça-feira (6) audiência pública para ouvir o colunista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian, responsável por expor os programas secretos americanos de interceptação de dados vazados pelo ex-técnico da agência de segurança americana (NSA) Edward Snowden. A audiência, também solicitada pelo presidente da Comissão, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), foi marcada para discutir as denúncias sobre a existência de uma rede de espionagem montada no Brasil pelo governo dos Estados Unidos.
 
O encontro havia sido marcado para a segunda semana de julho, mas Greenwald teve que adiar a vinda a Brasília – o jornalista vive no Rio de Janeiro – devido a compromissos de trabalho.
 
Os senadores esperam que Greenwald forneçam informações mais precisas sobre o monitoramento feito pelos americanos no país, o que irá contribuir para o relatório a ser elaborado pela Comissão sobre o caso, incluindo a identificação das falhas nos sistemas de segurança brasileiros e a cobrança de uma atitude firme do governo quanto à questão. Em audiências realizadas no início de julho, ministros admitiram que o país tem vulnerabilidades em relação ao sigilo de comunicações eletrônicas e telefônicas.
 
Furo de reportagem
O americano Greenwald, que também é advogado e blogueiro, vive no Rio de Janeiro há oito anos. Em maio, publicou uma matéria no The Guardian sobre a existência de uma ordem judicial secreta que permitia à NSA monitorar milhões de registros telefônicos nos Estados Unidos. A reportagem deu origem a toda a discussão sobre o monitoramento de comunicações pelos EUA.
 
No dia 7 de julho, reportagem do jornal O Globo revelou que a espionagem teria atingido também o Brasil. Segundo a matéria, milhões de telefones e e-mails de cidadãos brasileiros teriam sido monitorados, a partir de uma base de espionagem por satélite em Brasília, que teria funcionado pelo menos até 2002. Os escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas também teriam sido alvos de espionagem.
 
Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), co-autor do requerimento, Greenwald poderá trazer novas e importantes informações ao Senado sobre o fato.
 
A audiência pública está marcada para as 14h30, na sala 7 da ala Senador Alexandre Costa.
 

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