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Liderança do P-SOL questiona protelação de CPI

O líder do PSOL, deputado João Alfredo (CE), informou que o PSOL, o PV e o PPS estão apresentando um novo requerimento para a instalação da CPI dos Sanguessugas. Segundo ele, a tarefa foi necessária em função da recusa do presidente do Congresso, Renan Calheiros, em aceitar o primeiro documento porque onde devia constar a palavra requerentes, estava o termo apoiadores. “Se houver disposição deste Congresso, no prazo de dois meses poderemos realizar esta CPI e dizer que nem todos os parlamentares estão envolvidos com a corrupção das ambulâncias. Mostraremos que não temos medo de uma CPI que possa apurar e cortar nossa própria carne”, disse o líder.

A informação sobre a questão do erro técnico no requerimento foi
repassada ao parlamentares durante sessão do Congresso na noite do dia
30, gerando um clima de revolta entre os parlamentares que lutam pela
instalação da CPI. “O que vimos ontem foi lamentável e deplorável”,
disse João Alfredo. De acordo com ele, o presidente do Congresso, se
valendo de uma filigrana de natureza regimental, de um formalismo que
nada questionava o mérito e nem o número de assinaturas para a CPI dos
Sanguessugas, determinou que fossem colhidas novamente as assinaturas
confirmadas para a elaboração da CPI.

João Alfredo ironizou o formalismo do presidente do Congresso lembrando
que num mesmo dia, o site do Senado Federal publicou opinião do senador
Calheiros onde afirmava não haver necessidade da CPI, sob o argumento
de que já corre uma apuração no âmbito da Procuradoria Geral da
República. “No entanto, disse o líder do PSOL, isso não foi impedimento
para que se realizasse, no âmbito do Congresso Nacional uma das mais
importantes comissões parlamentares mistas, que foi a CPI dos Correios.”

O líder aproveitou a ocasião para questionar a recusa do presidente do
Congresso em instalar a CPI. “O fato de Renan Calheiros não permitir a
criação de uma CPI, por um artifício formalista, significa, na verdade,
vestir a carapuça do que disse o deputado Gabeira: “que é proteção ao
partido do senador, ao seu ex-ministro, ao seu ex-líder, que fizeram a
indicação da funcionária responsável por toda aquela lambança, toda
aquela corrupção no Ministério da Saúde”.

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