Ao assumir seu novo mandato presidencial, Hugo Chávez anunciou uma série de medidas de nacionalização. Entre elas, a mais emblemática é a da empresa CANTV, de uma multinacional norte-americana que detém o monopólio das telecomunicações. Além desta empresa, a lista inclui a não renovação da licença de transmissão da RCTV, uma emissora de televisão porta-voz da burguesia golpista. Em seu discurso, Chávez afirmou que estas medidas que inauguram o novo mandato tem como norte o avanço para “o socialismo bolivariano, nosso socialismo”.
Além disso, nos enche de orgulho que o presidente Chavez,
ao se dirigir ao seu Ministro do Trabalho, tenha afirmado que também é
trotskista, da linha de Trotsky da revolução permanente.
Não
temos palavras para descrever nosso apoio a essas novas medidas de
nacionalização que abrem um novo ciclo na vida política venezuelana, e
repercutem em toda a América Latina. Elas devem servir de exemplo para
todos os governos de nosso continente como um primeiro passo para
recuperar as riquezas fundamentais para o nosso povo, tirando-as das
mãos da grande burguesia e do imperialismo.
Assim como, ainda
enquanto Deputada Estadual, encabeçamos o apoio a Chávez contra a
direita, impulsionando sua vinda para Porto Alegre durante o Fórum
Social Mundial, estaremos também agora na primeira fileira da defesa
destas medidas legítimas tomadas pelo governo de Chavez, inclusive
contra os ataques já iniciados pelo chefe da OEA, Insulsa. Acreditamos
que defender hoje a idéia da revolução permanente significa também
impulsionar a luta pela nacionalização da riqueza de nosso continente,
o que significa avançar na luta contra o neoliberalismo e o
imperialismo.
Porto Alegre, 10 de janeiro de 2007
Luciana Genro
Deputada Federal PSOL/RS

