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Marcha dos servidores federais no centro de Curitiba

Servidores públicos federais que atuam no Paraná realizaram na manhã desta terça-feira (5) uma marcha pelas ruas do centro de Curitiba, integrando um dia de mobilização nacional do funcionalismo público. Eles aguardam um posicionamento do governo federal sobre reajuste salarial, em negociação com o Ministério do Planejamento. A passeata contou com a participação dos técnicos administrativos das universidades federais no Paraná, que estão em greve há 20 dias. É a única categoria federal que já paralisou a atividade no Estado. Participaram ainda da marcha representantes de diversos sindicatos.

Os servidores federais também são contra alguns projetos de lei em trâmite no Congresso Nacional e querem discutir o andamento dos mesmos. Entre eles estão o projeto de lei 549/09, que pretende congelar os salários dos servidores públicos por dez anos, e o projeto de lei 1992/07, que deixaria a previdência social dos servidores para a iniciativa privada. Cada categoria de servidor ainda possui uma pauta de reivindicações próprias. A ideia é pressionar o governo federal para que coloque no Orçamento de 2012 as previsões de gastos com reajustes e outras reivindicações.

O presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), Luis Allan Künzle, explica que foram realizadas marchas em Brasília com várias categorias de servidores federais. “O governo manifestou que hoje explicitaria as diretrizes de uma proposta, o que nos deixou muito preocupado porque estamos negociando há um ano e meio e o governo vem ainda com diretrizes. O Orçamento é discutido em agosto e, se os recursos não forem colocados agora, não existirá previsão para 2012”, comenta.

Os professores discutem uma nova malha salarial e novos projetos para carreira. Atualmente, um docente com doutorado entra na universidade ganhando menos do que um servidor em outro órgãos e que tem apenas a graduação.

Hélio de Jesus, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs), lembra que a Constituição Federal prevê um reajuste linear para todos os servidores federais. No governo Lula, este aumento foi de 1%; no governo FHC, 0,01%. “Esperamos que a presidente Dilma rompa com isto. Nossa expectativa é ter a reposição da inflação mais a diferença do PIB (Produto Interno Bruto), que dá cerca de 12%. Foi o acordo para o salário mínimo. Para nós, seria o ceú”, afirma. O diretor do sindicato ainda revela que os servidores querem uma reorganização na carreira e a incorporação das gratificações no salário.

A Associação dos Servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no Paraná – Assincra – também participou da mobilização desta terça-feira. Os servidores tentam avançar no pagamento integral do acordo salarial firmado em 2008 e que foi parcialmente cumprido, segundo a entidade. Os servidores que passaram em um concurso em 2008 também estão com problemas nas gratificações. “Até hoje a situação não foi resolvida. Além disto, temos enfrentado muitas saídas de servidores e não há reposição no mesmo ritmo. Foi realizado um concurso em 2010 e ninguém foi nomeado. Tudo isto vem desestimulando as pessoas a continuarem no serviço público”, esclarece Ener Vaneski Filho, vice-presidente da Assincra/PR.

A maior parte dos manifestantes era de técnicos administrativos das universidades federais, que chegaram até a Praça Santos Andrade com coletes amarelos, apitos e faixas, bloqueando por alguns minutos a Rua XV de Novembro. Depois de se reunirem com as outras categorias, a marcha seguiu pela Marechal Deodoro e outras ruas do centro de Curitiba até a Boca Maldita.

Hoje pela manhã houve uma nova assembleia dos técnicos administrativos, mas que não teve resultados efetivos. “Tivemos uma reunião com os assessores da Dilma em Francisco Beltrão, na semana passada, e eles enviariam uma proposta. Mas ainda não tivemos resposta”, comenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest), Wilson Messias. Além de afetar alguns serviços no Hospital de Clínicas, como a suspensão de exames e procedimentos eletivos, a paralisação dos servidores também afetou a rematrícula dos estudantes nas universidades federais no Paraná, que deveria ter começado nesta segunda-feira (4).

*Fonte:  O Estado do Paraná

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