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MAYKOM SANTOS: Os raios do sol da vitória pintam no horizonte: amar e lutar sem Temer!

A certeza de que o impedimento seria aprovado no Senado e a falta de unidade entre quem se opõe a Temer, oscilando entre a volta da agora ex-presidenta ou eleições, fizeram com que entre abril e agosto nenhuma grande manifestação contra o ilegítimo Temer ocorresse.

A baixa popularidade de Temer e a grande aceitação de novas eleições não se transformaram em insatisfação nas ruas. O impedimento se concretizou sem praticamente ninguém nas ruas se manifestando a favor ou contra o mesmo.

Esse cenário projetou uma falsa certeza no governo ilegítimo e conservador. Poderia avançar no projeto de retirada de direitos.

Além de consolidada uma maioria parlamentar via acordos com o que de pior há na política brasileira, o governo Temer chegou a sonhar que não seria contestado massivamente nas ruas. Assim, Temer viajou à China ironizando os manifestantes. Seriam só 40 gatos pingados e mimimi. Havia uma certeza da vitória. O governo iria pisar no acelerador para retirar direitos e agradar os mercados.

A certeza era tanta que Temer e Alckmin tentaram proibir o ato de domingo em São Paulo. Queriam apagar qualquer foco de insatisfação social. Mas o que ocorreu foi o contrário, jogaram gasolina na revolta social.

Quem foi para rua em diversas cidades do país, como eu fui em São Paulo no domingo, no final de semana não tinha certeza de que ocorreriam atos massivos. Já sabíamos de atos grandes em Florianópolis e Porto Alegre. Mas ainda pairava a dúvida de que só as ruas lotadas resolvem. E ao chegar na Paulista, vimos um mar de gente. 100 mil pessoas (para mim numa contagem pessimista)!

Um banho de rua renovou os setores progressistas. Desautorizou a direita conservadora a cantar vitória. E sacudiu setores progressistas Brasil afora. Hoje o “Fora Temer” já é maior do que o “Fora Dilma” era no auge do impedimento em março nas redes sociais.

A mídia alternativa alcançou a façanha de superar os grandes veículos de impressa nas redes sociais nos últimos dias. A grande mídia, constrangida, foi obrigada a noticiar as manifestações contra. Mas muitas vezes abordando aspectos negativos. Nenhuma cobertura ao vivo.

A marca desses protestos é seu caráter amplo, plural, não hegemonizado por nenhum partido ou movimento social. Isso deu a liga.

Já no domingo governo e grande mídia mudaram o tom. Não se cantava mais a certeza do golpe. Esse é o fator mais relevante. Um divisor de águas. A partida não está decidida. As mobilizações mostram que é possível resistir aos ataques do governo Temer. Os insatisfeitos vão muito além de simpatizantes do antigo governo.

À juventude e aos setores organizados de esquerda que saíram às ruas em março e abril contra o impedimento hoje se somam setores da classe média e pessoas de meia idade, formadores de opinião que percebem como a narrativa de respeito às leis da grande mídia é falsa. Nos atos percebemos como pessoas não ligadas a partidos de esquerda e movimentos sociais são maioria. Bandeiras do Brasil são frequentes e cartazes feitos a mão pelos próprios manifestantes tomam os espaços. A maré cresceu!

No dia 7 de Setembro Temer encarou vaia no desfile em Brasília e “muita vaia”, para usar manchetes constrangidas da grande mídia, no Maracanã. Dezenas de cidades tiveram protesto, destaco: Porto Alegre, São Borja, Bagé, Ponta Grossa, Florianópolis, Curitiba, vários atos na cidade de São Paulo, Santos, Botucatu, Araras, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora, Montes Claros, São João Del Dey, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Aracaju, Belém, Salvador, Maceio, Terezina Natal, Cratos, Juazeiro do Norte, Petrolina, Patos, Caicó, Simões Filho, Campina Grande e até Buenos Aires. Em muitas destas cidades os atos foram de milhares.

Essa onda que se formou até agora não defende partidos ou personagens políticos. Há uma grande dose de horizontalidade e espontaneidade como elementos que conduzem ao ato de ir às manifestações. Os pontos de união são a recusa em aceitar o governo ilegítimo e o pedido por novas eleições.

Saber respeitar essa horizontalidade e o clamor vindo das ruas é ponto crucial para continuarmos mobilizados e construir uma Frente Ampla em defesa da democracia e dos direitos sociais.

Vencer entrou no horizonte! Amar sem Temer.

#ForaTemer.

 

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