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Militantes tomam às ruas de São Paulo contra o aumento da tarifa de ônibus e PM reprime com violência

Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

Segundo militante do PSOL, há muito tempo não se via tanta truculência da Polícia contra manifestantes, e apesar disso e da campanha difamatória da mídia, movimento ganhou força
 
Aproximadamente 5 mil pessoas participaram, na tarde desta quinta-feira (06), de uma grande manifestação no centro de São Paulo, contra o aumento das tarifas de transporte na capital. As passagens dos ônibus, metrô e dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que eram R$ 3, foram reajustadas para R$ 3,20 no último domingo (02). O reajuste foi de 6,7%.
 
Os manifestantes, em sua maioria estudantes, trabalhadores metroviários e militantes do movimento que luta pelo passe livre, denunciam o aumento, que faz com que a tarifa da capital paulista fique entre as maiores do país. Militantes do PSOL e o vereador Toninho Véspoli também participaram da manifestação. Eles entendem que essa política de aumento anual caminha no sentido contrário de garantir o direito ao transporte público e gratuito, em nome do enriquecimento de seis empresas do ramo.
 
Por volta das 17h, centenas de manifestantes já lotavam as escadarias do Teatro Municipal, aquecendo-se com a Fanfarra do M.A.L. (Movimento Autônomo Libertário) e com palavras de ordem. Após a concentração, o protesto seguiu até a Prefeitura, onde foram entoados gritos ao prefeito Fernando Haddad. Em seguida, as principais avenidas da cidade foram tomadas. Segundo relatos de pessoas que estiveram na manifestação, desde o início do percurso a Polícia Militar reprimia o protesto, com bombas de gás e spray de pimenta.
 
Por volta das 7 da noite, quando a manifestação já estava perto de seu encerramento, o Batalhão de Choque foi acionado, atuando com força para tentar dispersar a multidão com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta.
 
Uma parte dos manifestantes seguiu para o Terminal Bandeira, bem próximo à Avenida 23 de Maio. Outra seguiu para a prefeitura e para o Terminal Parque Dom Pedro e uma terceira ainda continuou pela avenida 9 de Julho e subiu até a avenida Paulista, que foi bloqueada, conforme afirma texto publicado no site do jornal Brasil de Fato.
 
A polícia articulou uma enorme operação para impedir que os focos se reunissem e lançou mão de um violento aparato repressivo, atirando bombas de efeito moral e balas de borracha. Pelo menos 30 pessoas foram feridas e estima-se que 15 pessoas foram detidas, sendo que duas delas ainda continuavam presas nesta sexta-feira.
 
De acordo com o militante do PSOL e membro do Diretório Estadual do partido, Nilton Queiroz, que esteve na manifestação ontem, há muito tempo não se via uma ação tão agressiva da Polícia Militar para reprimir manifestações. “A Polícia, que deveria garantir a segurança dos manifestantes, fez do ato uma verdadeira praça de guerra na Paulista (avenida). Há tempos não víamos algo desse nível”, denunciou. Segundo ele, alguns militantes do PSOL foram atacados na cabeça por balas de borracha. “Essas balas não partiram do nada. Partiram da tropa de choque”, afirma o militante, ao denunciar os abusos da Polícia.
 
Um novo ato foi convocado para esta sexta-feira (07), a partir das 17h, com concentração no Largo da Batata, próximo ao metrô Faria Lima. Perguntado pela redação do site do PSOL se a truculência de ontem da polícia não iria diminuir os ânimos dos manifestantes para o ato desta sexta, Nilton afirmou que, mesmo com os exageros da tropa de choque e com a campanha da mídia colocando a culpa nos organizadores, o movimento ganhou força, tendo sido uma das maiores contra o aumento abusivo de passagens. Segundo ele, a expectativa é que a nova manifestação reúna ainda mais pessoas. “Hoje é o dia de protestar pelo direito de irmos às ruas e nos manifestar. E também de cobrar o nosso direito à liberdade de expressão”, enfatizou o dirigente do PSOL de São Paulo.

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