A deputada federal Luciene Cavalcante, o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi (PSOL-SP) protocolaram denúncia no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Município para que sejam investigados os contratos da Prefeitura de São Paulo com a empresa MM Quarter, responsável pela organização do Carnaval de Rua na gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Há fortes indícios de que a empresa esteja em nome de laranja e concentre contratos milionários sem transparência.
Fundada em 2022, a MM Quarter tem como única proprietária formal uma mulher que vive em um cortiço na zona norte da capital. Ainda assim, a empresa acumula mais de R$ 183 milhões em contratos vigentes com a Secretaria Municipal de Turismo (SMTur) e com a São Paulo Turismo (SPTuris), grande parte firmada sem processo licitatório.
Os parlamentares também apontam possível conflito de interesses. A dona formal da empresa já teria sido sócia do atual secretário-adjunto de Turismo, sociedade encerrada pouco antes de a MM Quarter passar a firmar contratos milionários com a mesma pasta.
Outro ponto considerado grave é a falta de transparência. Informações sobre contratos e pagamentos teriam sido retiradas do Portal da Transparência, o que levanta questionamentos sobre a regularidade dos repasses e a lisura da gestão dos recursos públicos.
Para o PSOL, a terceirização integral da organização do Carnaval para uma empresa com esse perfil exige explicações imediatas da Prefeitura. O partido defende investigação rigorosa pelos órgãos de controle, a reabertura de todos os contratos no Portal da Transparência e a responsabilização de eventuais envolvidos.
A deputada federal Luciene Cavalcante afirma que não aceitará que recursos públicos sejam utilizados em esquemas obscuros enquanto blocos e foliões enfrentavam falta de apoio e estrutura. “Seguiremos fiscalizando cada centavo”, reforça.

