Dos entrevistados, 70% disseram não confiar nas polícias civis e militares, o que representa um aumento de 14% em relação ao primeiro semestre do ano passado
Publicado nesta terça-feira (5), o 7° Anuário de Segurança Pública reúne dados de diversas entidades e faz um balanço acerca da violência no país. Entre as colaborações está a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, que revela que as polícias brasileiras estão entre as instituições menos cofiáveis do país, atrás apenas de partidos políticos e do Congresso Nacional. Dos entrevistados, 70% disseram não confiar nas polícias civis e militares, o que representa um aumento de 14% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Alguns dos fatores que impactam diretamente na desconfiança das polícias são conhecidos e debatidos pela sociedade. Entre eles está a baixa taxa de resolução dos crimes, a burocracia e a ineficiência para a solicitação dos serviços policias e a imagem violenta atrelada à polícia, principalmente a militar. “Vale ainda lembrar que os constantes confrontos entre PMs e manifestantes que aconteceram neste ano terminaram por reforçar ainda mais a imagem de uma polícia truculenta”, aponta o relatório.
A análise dos dados enviados pelas instituições policiais também mostra que ao menos cinco pessoas morrem vítimas da intervenção policial no Brasil todos os dias, ou seja, ao menos 1.890 civis foram vítimas da ação das polícias brasileiras em situações de “confronto”.
Em comparação com dados internacionais, no Brasil, a morte de civis pela polícia é maior do que em países cujo índice de criminalidade é similar, como o México, a África do Sul e a Venezuela.

