A Comissão de Ética Pública puniu, com aplicação de censura ética, o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, por ter pego carona em jatinho particular de empresa do agronegócio, no trajeto de Ribeirão Preto (SP) a Brasília (DF). A representação foi protocolada em agosto de 2011 pelo PSOL.
Pela decisão da Comissão de Ética Pública o ex-ministro feriu o artigo 7º do Código de Ética da Alta Administração Federal, que afirma que “ A autoridade pública não poderá receber salário outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei, nem receber transporte, hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade.”
Reportagem do jornal Correio Braziliense, publicada em 16 de agosto do ano passado, afirmou que Rossi viajou de jatinho particular, pertencente a Ourofino Agronegócios, com sede em Ribeirão Preto, cidade onde mora o ministro e sua família. Rossi e seu filho, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB/SP), já teriam sido vistos várias vezes embarcando e desembarcando do jatinho Embraer modelo Phenom, avaliado em US$ 7 milhões. A matéria não especificou quando os fatos teriam acontecido, mas o PSOL argumentou que a viagem aconteceu no período em que Rossi era ministro, entre 31 de março de 2010 e 18 de agosto de 2011.
A Comissão de Ética Pública, que publicou a decisão no dia 13 de fevereiro de 2012, considerou que Wagner Rossi “contrariou de forma irrefragável o padrão estabelecido para as Altas Autoridades da Administração Pública Federal” e aplicou a censura ética a Wagner Rossi.

