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Portugal: “Apoiamos a greve geral porque acreditamos que é preciso futuro para o país”

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda de Portugal, na última segunda-feira (03), em Serpa, acusou o governo de só conhecer o “verbo cortar”, considerando “impossível o primeiro-ministro querer discutir a reforma do Estado”, quando tudo o que sempre fez “foi só cortar”, segundo informa o site português Esquerda-net.

“Impossível é ter um primeiro-ministro que diz que quer discutir a reforma do Estado, quando tudo o que ele fez, e sempre, foi só cortar. Cortar salários, pensões, serviços públicos. Cortar é o único verbo que [os membros do Governo) conhecem”, disse Catarina Martins.
 
De acordo com o Esquerda.net, a coordenadora do Bloco denunciou que Passos Coelho “quer debater uma reforma do Estado, ao mesmo tempo que entrega na Assembleia da República um orçamento retificativo, que, na realidade, tudo o que mostra é que o que este Governo quer é fazer mais do mesmo”.
 
“É mais daquilo que tem sido a política de destruição da economia, do emprego, do ataque aos salários, às pensões, esta política do abismo, que nos põe cada vez mais próximos da bancarrota e que empobrece as pessoas a cada dia que passa”, frisou.
 
Catarina Martins denunciou também a “chantagem contra os professores” que é feita pelo governo e apoiou a greve da categoria, afirmando que a responsabilidade das paralisações dos docentes “é inteira do governo, porque é o governo que quer despedir professores, enfraquecer a escola pública e está, assim, a prejudicar, e muito, o direito das crianças e dos estudantes à educação”.
 
A coordenadora do Bloco, reconhecendo que é muito difícil “prescindir de um dia de salário” “com salários cada vez mais magros, com tanta precariedade”, afirmou que “faremos uma greve geral, porque acreditamos que é preciso futuro para o país, porque não somos ratos de laboratório”, nos quais a ‘troika’ possa “levar a cabo as suas experiências liberais e destruir tudo o que foi conquistado com tanto trabalho na nossa democracia”.
 
Centrais sindicais esperam grande adesão à greve geral
O site de notícias Esquerda.net também informa que dirigentes das principais centrais sindicais de Portugal, que preparam uma greve geral para o dia 27 de junho, entregaram ao Ministério da Economia, nesta sexta-feira (07), os pré-avisos de greve. Primeiro foi a CGTP (Central Geral dos Trabalhadores de Portugal), com o dirigente Arménio Carlos a explicar as três razões que o fazem antecipar uma grande participação dos trabalhadores ao protesto.
 
“Em primeiro lugar, muitos dos trabalhadores que votaram no PSD (Partido Social Democrata) e CDS-Partido Popular já perceberam que esta política beneficia os grandes grupos econômicos e financeiros e penaliza os trabalhadores. Segundo, porque as pessoas já perceberam que esta greve vai procurar avançar com propostas para os problemas do país e, em terceiro, porque esta greve é também pela defesa da dignidade”, disse o secretário-geral da CGTP aos jornalistas.
 
“Esta é uma greve geral que tem a ver com todos os trabalhadores do setor privado, do setor público e também do setor empresarial do Estado, mas é uma greve geral que também procura defender os direitos das novas gerações, portanto, ninguém pode ficar indiferente”, sublinhou Arménio Carlos. “Ou aceitamos aquilo que nos querem impor ou manifestamos a nossa indignação através da luta para dizer que este não é o caminho e é isso que vamos fazer e isso passa pela saída deste Governo”, concluiu o líder da CGTP.
 

 

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