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PSOL aciona Conselho de Ética contra Paulo Bilynskyj por quebra de decoro e violência política

O PSOL protocolou uma representação na Câmara dos Deputados contra o presidente da Comissão de Segurança Pública, Paulo Bilynskyj (PL-SP), por quebra de decoro parlamentar. O partido pediu a cassação ou suspensão do mandato e que o caso seja encaminhado diretamente ao Conselho de Ética, diante do acúmulo de episódios de desrespeito e hostilidade cometidos pelo deputado ao longo do ano.

Segundo a representação, Bilynskyj tem mantido uma conduta contínua de deboche, sarcasmo e ataques a parlamentares da base aliada durante as reuniões da comissão. Entre os episódios relatados estão risos durante pronunciamentos, abandono do plenário enquanto deputados do PSOL discursam, negação de tempos regimentais e participação em debates sem transferir a presidência, como determina o Regimento Interno.

Essas práticas configuram abuso de prerrogativas e atingem a dignidade do cargo que ele ocupa. A situação se agravou durante a reunião de 28 de outubro, no mesmo dia em que uma operação policial no Rio de Janeiro deixou cerca de 121 mortos. Ao comentar o número de vítimas, Bilynskyj reagiu com a frase “já batemos cinquenta!” em tom de celebração diante da tragédia.

A representação também registra ataques contra a líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone, única mulher negra presente na reunião. Bilynskyj mandou a deputada “ficar quietinha”, afirmou que ela “não é bem-vinda” e disse que a comissão “não é baile funk”, configurando violência política de gênero e raça, prática grave e incompatível com o cargo.

“O microfone da presidência não pode ser usado para humilhar, silenciar e violentar adversários políticos”, afirma o texto apresentado, destacando que a imunidade parlamentar não autoriza discurso de ódio nem incitação a um ambiente de violência simbólica.

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