O calor extremo tem tornado as salas de aula insuportáveis para alunos e profissionais da educação. Com temperaturas que chegam a ser até 4°C mais altas dentro das escolas e a falta de estrutura adequada, estudantes e professores enfrentam condições insalubres, agravadas pela crise climática. Muitas unidades sequer têm acesso a água potável.
Diante dessa situação, Luciene Cavalcante (PSOL/SP), Carlos e Celso Gianazzi (PSOL/SP) acionaram a Justiça para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, apresentem um plano emergencial de climatização nas escolas da rede pública. O juiz responsável pelo caso os convocou para se explicarem e encaminhou a denúncia ao Ministério Público.
No Congresso Nacional, o deputado Glauber Braga (PSOL/RJ) também se mobilizou para pressionar o governo federal a garantir investimentos em infraestrutura térmica para escolas em todo o país.
A falta de climatização adequada prejudica diretamente o aprendizado e compromete a saúde dos estudantes e trabalhadores da educação.
O impacto da crise climática na educação já se faz sentir de forma brutal. Em 2024, mais de 1,17 milhão de crianças e adolescentes tiveram suas aulas interrompidas por eventos climáticos extremos, como enchentes e secas. O problema não é exclusivo do Brasil: no mundo todo, mais de 242 milhões de estudantes sofreram consequências diretas de desastres ambientais.
A crise climática já afeta o presente e compromete o futuro. Garantir escolas climatizadas e estruturadas não é um luxo, mas uma necessidade urgente. O PSOL segue mobilizado para que o poder público tome medidas concretas e não deixe alunos e profissionais da educação à mercê do calor e do descaso.

