O professor e deputado Carlos Giannazi, líder da bancada do PSOL na ALESP, votou contra o projeto de lei 840/11 do governo estadual, que institui o regime de previdência complementar ao funcionalismo e autoriza a criação de uma fundação para geri-la. Na opinião do parlamentar, na prática abre-se um processo de privatização da previdência do funcionalismo público.
“O PL 840/11 criará um poupança privada que estará suscetível aos riscos do mercado financeiro especulativo. A privatização da previdência está a serviço do aumento do superávit primário para pagar juros da dívida pública, que beneficia apenas rentistas e especuladores”, disse Giannazi, reafirmando que o mesmo é uma cópia do PL 1992/07 do governo federal, que também privatiza a previdência dos servidores federais.
Giannazi comentou que os servidores não têm mais aposentadoria integral por conta do arrocho e da compressão salarial, além de gratificações e bonificações que recebem no contracheque mas não são incorporadas ao salário base, fazendo com que os mesmos se aposentem sempre com quase a metade do que recebiam na ativa.
O deputado ainda argumentou que o estado deve mais de R$ 100 bilhões para os servidores públicos, dinheiro retirado do IPESP ao longo dos anos e não devolvido à carteira dos servidores, advogados, cartorários e economistas. Lembrou também da reforma da previdência paulista em 2007, aprovada na ALESP e sancionada como a Lei 1010/07, que da mesma forma prejudicou os servidores públicos.

