Foi lançada na manhã desta quarta-feira, 19 de novembro, a Frente Nacional em Defesa do Piso Salarial do Magistério, na Comissão de Educação e Cultura. A Frente pretende fortalecer o piso de R$ 950,00, estabelecido para a categoria em julho deste ano, e se manifesta contra a atitude de governadores que alegam inconstitucionalidade do novo salário. A líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS), comunicou que na próxima sexta-feira, 21, será realizada reunião na Assembléia Legislativa do estado em defesa da educação.
Luciana Genro disse que o Estado do Rio Grande do Sul enfrenta uma greve dos trabalhadores em educação contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIn impetrada pelo governo daquele estado, conjunta com Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará. “RS está na vanguarda com um movimento forte contra o desrespeito à educação”, afirmou a deputada. Para ela, a governadora Yeda Crusius desafia o Parlamento Federal ao propor na Assembléia Legislativa projeto com outro piso salarial para a categoria.
A Frente Nacional e a Frente Estadual em Defesa da Educação e do Piso Salarial do Magistério realizam reunião com deputados federais e estaduais, vereadores e integrantes de movimentos sociais, na Assembléia Legislativa do RS, no dia 21 de novembro, para debater a situação da categoria e os procedimentos que serão adotados para que a ADIn seja considerada improcedente no Supremo Tribunal Federal. “A luta é nacional”, afirmou Luciana Genro.
“É absurdo que os governadores insurjam contra o piso dos professores. Os governadores estão sendo contra a educação pública de qualidade”, disse o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ). Segundo ele, a idéia de inconstitucionalidade neste caso representa uma ignorância, já que estão desconsiderando a essência da educação, que é o trabalho do magistério.

