A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados enviou uma petição, na última terça-feira (12), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para solicitar a apuração de uma série de notícias falsas que foram divulgadas sobre o ex-parlamentar do PSOL Jean Wyllys, que está em exílio após sequência de ameaças de morte realizadas após sua reeleição em 2018, no inquérito aberto que investiga ataques ao STF e seus integrantes.
Após a saída de Sergio Moro do governo Bolsonaro, foram divulgadas informações falsas que apontavam proximidade de Jean Wyllys com Adélio Bispo, autor da facada contra o então candidato à presidência em 2018.
A 40ª Vara Cívil do Rio de Janeiro determinou também na última terça que, além do Google, Yahoo e Microsoft, outras 21 plataformas de busca terão que excluir páginas que expõem esta notícia falsa. As plataformas vão ter 48 horas pra cumprir a medida, caso contrário, os responsáveis terão de pagar um multa de R$ 50 mil.
A notícia falsa foi divulgada primeiramente por Oswaldo Eustáquio, jornalista reconhecidamente bolsonarista, casado com Sandra Terena que, por sua vez, ocupa o cargo de secretária nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, órgão do governo Bolsonaro vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pela ministra Damares Alves.
Os parlamentares do PSOL pedem a busca de provas e indícios que envolvem o Gabinete do Ódio, estrutura que funciona dentro do Congresso e do Palácio do Planalto para atacar desafetos políticos da família Bolsonaro e seus aliados, comandada por Carlos Bolsonaro, além de que a petição seja encaminhada à Procuradoria Geral da República (PGR).


