O PSOL protocolou um pedido de impeachment contra o governador Cláudio Castro (PL), após a chacina policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado. O pedido foi apresentado pela deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) e conta com o apoio de outros nove parlamentares da oposição, incluindo toda a bancada do PSOL.
No documento, os deputados afirmam que o governador cometeu crime de responsabilidade, ao violar direitos e garantias previstos nas Constituições estadual e federal e descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitam ações policiais em favelas. A ausência de ambulâncias, o não uso de câmeras corporais e o desrespeito aos protocolos da ADPF das Favelas são apontados como provas de abuso de poder e improbidade administrativa.
“O pedido de impeachment é uma necessidade para a preservação da Constituição e da democracia diante de uma devastadora violação de direitos fundamentais”, afirmou Renata Souza.
O texto também critica a postura de Castro, que classificou a operação como “um sucesso” mesmo diante do massacre. “Ao exaltar publicamente a operação, o governador admitiu ciência do resultado letal e demonstrou desprezo pelas determinações do STF”, destaca o documento.
Além da cassação, a oposição pede perícias independentes, acesso a relatórios oficiais e que o governador seja impedido de exercer cargos públicos por oito anos.
Com o apoio do PT e PCdoB, a medida do PSOL busca responsabilizar o Estado pela barbárie e reforçar a luta contra a política de extermínio que atinge a população negra e periférica do Rio.

