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PSOL, PT e PCdoB acionam STF para garantir acesso das famílias aos corpos das vítimas da chacina no Rio

O PSOL, o PT e o PCdoB protocolaram nesta sexta-feira (31) uma petição no STF pedindo que o ministro Alexandre de Moraes determine o acesso imediato de familiares aos corpos das vítimas do massacre policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.

O pedido foi apresentado dentro da ADPF das Favelas, ação que trata do controle das operações policiais no Rio. Os partidos pedem que as famílias possam reconhecer os corpos acompanhadas de advogado, defensor público ou representante de direitos humanos, e que sejam eliminadas as barreiras burocráticas para a liberação das vítimas.

Também foi solicitado que peritos independentes possam participar das perícias conduzidas pela Polícia Civil, para assegurar transparência e imparcialidade na apuração dos fatos. Outro pedido é que a Anvisa realize uma inspeção urgente no Instituto Médico Legal (IML) da Avenida Francisco Bicalho, diante das denúncias de condições insalubres no local.

Na petição, o PSOL, o PT e o PCdoB exigem ainda que o governo de Cláudio Castro apresente, em até 48 horas, a lista nominal das vítimas e o destino dos corpos, sob pena de responsabilização.

“Os números, por si só, demonstram o tamanho e a gravidade das violações de direitos humanos. A polícia do Rio de Janeiro matou mais do que prendeu, e o número de corpos é maior que o de armas apreendidas”, afirmam os partidos.

É denunciado ainda que, além da violência das forças de segurança nas comunidades, o governo fluminense mantém uma “violência simbólica” ao dificultar o acesso das famílias aos corpos e burocratizar a liberação das vítimas. O objetivo da ação é garantir dignidade, transparência e justiça diante de uma das maiores tragédias da história recente do país.

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