A expressiva participação da militância do PSOL e dos movimentos sociais e sindicais no Estado marcaram o lançamento da pré-candidatura do Deputado Federal Chico Alencar, realizada nesta segunda-feira, 17/03, na sede do partido. Com sala lotada, o evento teve a presença da presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, do vereador Eliomar Coelho e de representantes do PSTU, e foi seguido de entrevista coletiva.
Está lançada a idéia central da futura campanha ‘Um Rio de mil sóis’, que apresentará à população carioca uma real alternativa de poder, marcada pela democratização dos instrumentos de governo e de gestão da cidade. Abrindo o evento, o presidente do PSOL-RJ, Jefferson Moura, saudou os militantes presentes, enfatizando o profundo significado que a candidatura Chico traz para a cidade, contrariando as tendências neoliberais de mercantilização e apropriação privada da política.
“Queremos uma gestão municipal que permita a melhoria das condições materiais e intelectuais do nosso povo, e não tenho dúvida de que Chico Alencar está preparado para administrar o Rio. Para nós é um orgulho tê-lo como pré-candidato num momento precioso e especial”, afirmou, sob intensos aplausos, a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena.
Durante a atividade foi divulgada a revista “Socialismo, Liberdade e Poder Local”, conjunto de artigos sobre as propostas do PSOL para a construção de alternativas de poder calcadas na participação popular.
Dirigindo-se aos jornalistas e à militância, Chico Alencar inicialmente questionou o que considera um tratamento discriminatório dispensado por parte da grande imprensa ao PSOL, na comparação com o destaque dado às candidaturas conservadoras ou apoiadas pelas forças do capital. Citou o fato de o evento acontecer na Lapa para enfatizar o caráter popular e democrático de sua pré-candidatura, num contraponto ao que considera a crise vivida atualmente pela cidade. “Há mais de 20 anos que o poder público vem se apequenando e atuando no sentido de desconstruir a cidadania, que são duas características do neoliberalismo. É a falência, omissão e covardia do poder público, que precisamos reverter”, disse, para em seguida apresentar alguns dos eixos centrais de sua proposta de gestão. “Governaremos com a participação popular permanente, descentralização administrativa para fortalecer os conselhos populares, transparência nas contas públicas e sobretudo a inversão de prioridades. A prefeitura tem que fazer opção pelos desvalidos, preocupando-se com os sem-direito, sem-saúde, sem-educação”, explicou.
Antes de responder às perguntas da imprensa, Chico ainda questionou a lógica das candidaturas burguesas, como a de Fernando Gabeira (PV-PPS-PSDB), que, ao falar sobre as favelas do Rio, propôs sua contenção com a frase: ‘quem está dentro não sai e quem está fora não entra’. Segundo Chico, esta é a lógica do gueto e da apartação que sua administração combaterá. “Favela — disse ele — não é questão de segurança pública, mas uma solução habitacional encontrada pela população. O que precisamos é de uma administração que promova uma política habitacional de verdade, o resgate do poder público e que não entregue sua gestão à iniciativa privada. Pois, se fizer isto, não terá nenhum sentido”.

