Ruana Bezerra, candidata a deputada estadual pelo PSOL em Pernambuco, foi alvo de um ataque violento no final da última terça-feira (22) durante uma caminhada de campanha no bairro de Santa Maria, em Ouricuri, no sertão pernambucano. A advogada e mãe atípica foi atingida na cabeça por uma pedra arremessada em sua direção e precisou ser atendida no hospital para conter o sangramento.
Ruana recebeu atendimento no Hospital Regional de Ouricuri e teve alta ainda durante a noite. Ao deixar o hospital, foi direto à delegacia municipal registrar queixa e pedir apuração do caso, visto como uma tentativa de intimidação política.
“Como advogada, sertaneja e mãe atípica, minha vida é pautada pela busca por justiça e nenhuma agressão vai nos intimidar. Os ataques são sinal de que estamos fazendo a diferença na nossa região, e enfrentaremos isso com as devidas medidas legais para que nenhuma mulher seja intimidada por estar na política no País”, afirma Ruana Bezerra.
O episódio acontece poucos dias depois de bandeiras de campanha da candidata terem sido furtadas, e é uma das inúmeras ocorrências lamentáveis que têm marcado a política brasileira, com o crescimento do assédio, agressões verbais e violências físicas contra mulheres que se candidatam a cargos eletivos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 177 episódios de violência política de gênero foram registrados no Brasil em 2026. O caso se soma a essa triste estatística apresentada pelo Tribunal em evento nesta terça, 22, mesmo dia em que o crime contra Ruana foi cometido.
O PSOL, partido de Ruana, está se mobilizando nacionalmente para exigir investigação, garantias de segurança e atenção da justiça eleitoral para o caso. Para a presidenta nacional do partido, Paula Coradi, “é revoltante vermos ataques como esse, um triste sintoma da violência política da qual as mulheres são as principais vítimas e do ódio estimulado pela extrema direita no País”.
Jovem advogada do Sertão, mãe atípica e candidata pela primeira vez a um cargo de nível estadual, Ruana Bezerra tem centrado sua atuação na defesa dos direitos das mulheres e das mães atípicas, prestando assessoria a famílias e associações na região. Seu trabalho ainda envolve a defesa do acesso à água nos municípios do sertão pernambucano, com acompanhamento de associações rurais e de catadores de recicláveis.
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