A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando a investigação do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. O magistrado afirmou que esteve no apartamento do tenente-coronel da PM Geraldo Leite, investigado pela morte da soldado Gisele Alves Santana, “na condição de amigo”.
Sâmia solicita a abertura de procedimento disciplinar por possível violação ao Código de Ética da Magistratura, argumentando que a atitude pode comprometer a percepção de imparcialidade do Judiciário. “A postura do desembargador sugere, na visão da sociedade, algum tipo de influência sobre o caso”, afirma.
A parlamentar ressalta que autoridades judiciais devem evitar condutas que coloquem em dúvida sua independência. “Não basta ser imparcial, é necessário também preservar a confiança pública na atuação da Justiça”, diz.
A deputada solicita que o CNJ apure os fatos e, caso identifique irregularidades, adote as medidas cabíveis. Ela defende que o episódio exige rigor institucional, especialmente diante da gravidade do caso.
“A sociedade acompanha com atenção casos como esse, e qualquer sinal de proximidade indevida entre autoridades e investigados pode abalar a confiança nas investigações e no sistema de Justiça”, conclui.

