fbpx

Servidores alagoanos em greve acuam governador Teotônio Vilela

O P-SOL, juntamente com outros partidos e entidades sociais (MST,
MLST e MTL), vem marcando presença nas manifestações dos servidores
alagoanos que deflagraram greve geral contra as medidas anti-populares
e antidemocráticas do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que já
no início de seu governo desprezou as conquistas das diversas
categorias e recuou a folha de pagamentos aos valores de 2005.


Em reação à medida, os servidores civis e militares (inclusive as altas
patentes) imediatamente se unificaram em ações que incluíu uma passeata
que reuniu mais de 8 mil servidores nas ruas de Maceió, culminando com
a ocupação do prédio da Secretaria da Fazenda do Estado.


Após uma semana de ocupação na Sefaz, o governo recuou, devolvendo os
salários confiscados, exceto para o pessoal da área da Educação,
exclusão que resultou na manutenção da greve e continuidade da ocupação.



– O que é o governo Téo Vilela


O ex-senador Teotônio Vilela Filho assumiu dividindo os espaços de
governo com o senador Renan Calheiros (PMDB). O presidente do Senado
Federal, base principal do governo de Alagoas, detém as principais
secretarias, como Educação, Saúde, Infra-Estrutura e todos os órgãos
responsáveis pela execução de obras no Estado.


Para titular da Secretaria da Fazenda foi nomeada a irmã do governador,
usineira Fernanda Vilela, tributarista da Cooperativa dos Usineiros de
Alagoas, instituição, cujo presidente é seu marido, uma das
responsáveis pela elaboração do escandaloso “Acordo dos Usineiros”.
Para procurador-geral do governo, Vilela nomeou Mário Jorge Uchoa, que
atuou como dirigente do governo Collor e é conhecido como grande
sonegador de impostos na área de combustíveis. Colocou como
sub-secretário de Agricultura o ex-prefeito Jorge Dantas, detido
recentemente na “Operação Gabiru” da Polícia Federal, acusado pelo
desvio de recursos da merenda escolar.


O presidente do P-Sol em Alagoas, Mário Agra, também integrante da
Executiva Nacional do partido, disse que “não é de se estranhar que o
governador Téo Vilela, do PSDB, e do senador Renan Calheiros, do PMDB,
fosse de imediato pedir socorro a Lula em audiência marcada no Palácio
do Planalto, onde, aparecem sorridentes, apesar da crise provocada
pelas elites alagoanas”.


Mário acrescenta que o governo Lula se colocou à disposição de Téo e
Renan, prometendo enviar toda estrutura necessária a pretexto de
“tirar” Alagoas da crise. “Em nenhum momento, Lula apresentou qualquer
alternativa para aumentar a arrecadação ou sequer questionou o
famigerado acordo dos usineiros, o maior responsável pela sonegação de
impostos no Estado nos últimos quinze anos”.


Com esta crise, veio à tona a fragilidade do governo, onde a secretária
da Fazenda e o secretário de Administração, assim como procurador-geral
do Estado podem ser exonerados. Por outro lado, o PDT e o PSB podem
também entregar os cargos que ocupam no governo.



PSOL de Alagoas

22 de Janeiro de 2007

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,500SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas