Das 32 assinaturas mínimas necessárias para que a CPI do Judiciário fosse publicada no Diário Oficial após ter sido protocolada no dia 08 de dezembro, duas foram retiradas da lista. Os deputados Roberto Massafera (PSDB) e Salim Curiati (PP) foram pressionados pela base governista a tirarem seus nomes do requerimento. “É um golpe que apequenou a Assembleia Legislativa, depôs contra o parlamento e a cidadania e desconsiderou não só o esforço dos servidores em sensibilizar os deputados a assinarem a CPI como as próprias denúncias que os funcionários da Justiça documentaram e que devem ser o objeto central de investigação desta Comissão Parlamentar de Inquérito”, argumentou o deputado Carlos Giannazi, autor da proposta
Indignado com a manobra, Giannazi tomou duas atitudes de imediato: cobrou publicamente da presidência da Assembleia Legislativa, em pronunciamento na tribuna no dia 15 de dezembro, explicações sobre o motivo pelo qual houve demora excessiva entre o protocolo da CPI no plenário e a publicação dela no D.O. (o presidente da ALESP, dep. Barros Munhoz, respondeu de viva voz concordando com a morosidade do trâmite prometendo tentar reduzir esse tempo a um dia útil; A CPI ainda não foi publicada e, de acordo com Giannazi, tal atraso foi crucial para que a articulação resultasse na retirada das duas assinaturas) e frisou que continuará firme na busca de mais assinaturas dos parlamentares dada a importância dessa CPI sair do papel por conta do interesse público.
“A Alesp tem que ter autonomia em relação aos poderes executivo e judiciário e não pode mais aceitar essa pressão para que deputados não sigam suas consciências. A não instalação da CPI deve prejudicar toda a sociedade porque manteremos a morosidade da Justiça e os problemas na execução orçamentária do TJ, além de desprezar o conjunto dos servidores, que sentem o arrocho salarial (estão sem aumento real de salário desde 1995), o assédio moral e são os reais articuladores desse pedido de investigação”, disse.

