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STF mantém despejos suspensos no Brasil até 31 de março de 2022

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana, por maioria, pela manutenção da liminar apresentada pelo ministro Luís Roberto Barroso, em resposta a uma ação do PSOL ao lado do MTST e da Campanha Despejo Zero, que mantém as execuções de despejos, remoções forçadas e reintegrações de posse suspensas até o dia 31 de março de 2022.

7 ministros do STF decidiram pela manutenção da liminar – além de Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes -, enquanto o ministro Ricardo Lewandowski apresentou voto separado em que defende a suspensão dos despejos de forma ininterrupta até o final dos efeitos da pandemia no Brasil. Kássio Nunes Marques acompanhou a divergência de Lewandowski.

A medida vale ainda para reintegrações de posse em imóveis de moradia coletiva ou de área produtiva de populações vulneráveis. Barroso também estabeleceu que a medida vale tanto para imóveis de áreas urbanas quanto de áreas rurais.

Mais de 123 mil famílias ameaçadas de despejo em todo o Brasil, tanto em áreas urbanas como rurais, estavam em risco caso a liminar não fosse mantida.

O ministro do STF considerou que a crise sanitária ainda não foi superada, o que justifica a prorrogação da suspensão de despejos e desocupações pelo menos por mais alguns meses.

Além disso, o agravamento severo das condições socioeconômicas no país foi levado em conta na decisão de Barroso, já que provoca risco de aumento do número de desabrigados pela difícil decisão posta a tantas famílias entre colocar comida na mesa de casa ou pagar o aluguel no fim do mês.

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