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Temer não aguenta pressão e revoga decreto que determina atuação das Forças Amadas

Após a forte pressão das ruas, das redes sociais, de lideranças sociais e partidárias, de organizações de direitos humanos e de juristas, o presidente Michel Temer revogou, nesta quinta-feira (25/05), o uso das Forças Armadas em manifestações até o dia 31 de maio. Até integrantes de sua base aliada criticaram a ação do presidente. A revogação saiu em edição extra do Diário Oficial da União de hoje.

No texto do decreto de hoje, assinado por Temer e pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, o governo afirma que a decisão se deu pela “cessação dos atos de depredação e violência e do consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanda dos Ministérios”.

A decisão tomada ontem pelo presidente ilegítimo, durante o grande ato do Ocupa Brasília, que reuniu cerca de 150 mil, aconteceu mesmo com a violência da Polícia Militar do Governo do DF. Com a tropa de choque, agentes dispersaram os manifestantes, com o uso de bombas de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha. Houve também o uso de armas de fogo contra um grupo de manifestantes na parte de trás da Esplanada dos Ministérios, próximos aos anexos. Estima-se que 49 pessoas ficaram feridas, entre manifestantes e jornalistas que cobriam a manifestação.

A bancada do PSOL na Câmara denunciou a ação desproporcional das forças de segurança e, ao tomar conhecimento da decisão de Temer em acionar as Forças Armadas, apresentou um Projeto de Decreto Legislativo exigindo a imediada suspensão do decreto.

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