A Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo acionou a Justiça contra a Meta para combater a disseminação de conteúdos que incentivam o ódio e a violência contra as mulheres. A ação pede que a empresa revele a identidade dos responsáveis por perfis associados ao movimento “red pill” e retire as páginas do ar.
A bancada reforça que os conteúdos publicados incentivam de forma reiterada a misoginia e a violência contra as mulheres. As contas reunidas no processo somam dezenas de milhares de seguidores e mantêm publicações que reforçam discursos de ataque e deslegitimação das vítimas.
Entre os conteúdos identificados estão imagens do cantor DJ Ivis, condenado após vídeos que registraram agressões contra sua ex-companheira. Outra publicação afirma que o ex-vereador Gabriel Monteiro (PSD), do Rio de Janeiro, seria vítima de mentiras de uma mulher. Monteiro chegou a ser preso e perdeu os direitos políticos após acusações de assédio moral e abuso sexual.
A Meta foi incluída na ação porque é a única entidade capaz de fornecer os dados que permitam identificar os usuários responsáveis pelas páginas e realizar tecnicamente a remoção ou suspensão das contas.
Além da ação civil, a Bancada Feminista pretende representar ao Ministério Público do Estado de São Paulo para pedir a abertura de um inquérito sobre as páginas listadas no processo. Caso sejam constatados fatos ilícitos, o grupo defende a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

