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Após pressão do PSOL, governo Bolsonaro recua de acordo com grupo da Riachuelo e da Havan

O Ministério da Economia do governo Bolsonaro recuou de um acordo de cooperação técnica com um grupo de empresários chamado Brasil 200, que agrega nomes como Flávio de Rocha, dono da Riachuelo, e Luciano Hang, proprietário das lojas Havan. O documento seria assinado pela Secretaria de Previdência, que é subordinada à pasta comandada por Paulo Guedes.

O líder do PSOL na Câmara dos Deputados, Ivan Valente, apresentou um requerimento de informações sobre o acordo feito com empresários ao ministério, que respondeu com a informação de que estava desistindo do projeto. O documento definia como “obrigações” da Secretaria da Previdência “franquear ao Instituto Brasil 200 o acesso a dados e informações públicas”, “analisar relatórios mensais do instituto” e “garantir o apoio técnico à execução das atividades previstas no plano de trabalho”

O recuo, segundo o Ministério, aconteceu após um parecer negativo da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional sobre o projeto. A PGFN afirmou não haver comprovação de que o Brasil 200 seja regularizado ou mesmo classificado como “sociedade civil”. Apontou ainda que o acordo não poderia ser fechado por simples escolha do ministério, ou seja, sem chamada pública.

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