O 35º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) elegeu no último final de semana a nova direção da entidade, que é a maior confederação de trabalhadores em educação da América Latina. Com 93,76% dos votos, venceu a chapa “Unidade para Lutar e Conquistar”, uma composição entre CUT, Intersindical, CTB e outros setores políticos que não integram centrais sindicais.
Quatro militantes do PSOL foram eleitos para a nova direção da organização para o quadriênio 2026–2030: Conceição Holanda, do SINTEPP/PA, e Matheus Lima, da APEOESP, ambos representantes da Intersindical, além de Richard Araújo, da APEOESP e integrante da Resistência/Insurgência, e Moacyr Américo, também da APEOESP e integrante da TLS-MES.
A votação ocorreu no sábado, 17 de janeiro, durante o congresso realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), e que reuniu cerca de dois mil delegados e delegadas de todas as regiões do país.
Realizado entre 15 e 18 de janeiro de 2026, o 35º Congresso teve como eixo central a unidade e a resistência, definindo o novo Plano de Lutas da categoria em um contexto de enfrentamento à extrema direita, à mercantilização do ensino e às tentativas de privatização da escola pública.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, marcou presença no evento e firmou três compromissos centrais com a categoria: o combate à privatização, a valorização dos profissionais e o enfrentamento às escolas cívico-militares. Em declaração aplaudida pela plenária, afirmou que “a escola é lugar de professor e não de militar” e defendeu a educação como ferramenta central para impedir que a população seja manipulada por fake news.
A presidência da CNTE fica a cargo de Fátima Silva, da FETEMS e integrante da CUT. Ela será a segunda mulher a presidir a CNTE em toda a história da entidade.

