Fotos: Katiana Tortorelli, Otávio Martins, Filipe Cordon e Mídia Ninja.
Fora do primeiro debate entre candidatos a prefeito do Rio de Janeiro, na Band, Marcelo Freixo e sua vice na chapa, Luciana Boiteux, fizeram na noite desta quinta-feira (25) um grande ato na Cinelândia, centro da cidade. Reunindo pelo menos quatro mil pessoas nas ruas, os candidatos do PSOL (na chapa junto ao PCB) transmitiram em telão o debate da emissora, transitando a imagem da TV com comentários de Freixo sobre os temas em debate.
Tudo foi transmitido ao vivo pelo Facebook, e na plataforma o vídeo teve uma média de cerca de 10 mil pessoas acompanhando. No momento em que este texto é escrito, mais de 300 mil já assistiram ao vídeo online. Simultaneamente ao ato, um “tuitaço” tomou conta do Twitter e colocou a hashtag #FreixoNoDebate entre as três mais comentadas em todo o país.
Enquanto isso, do outro lado, o debate na TV chegou a apenas 0,9 ponto de audiência, segundo dados prévios do Ibope. Isso, também segundo dados do instituto, significa pouco menos de 43.346 casas e 116.038 pessoas assistindo.
Sim, é exatamente isso: o ato de rua/”hackeamento” online convocado por Marcelo Freixo e pelo PSOL, para dizer o mínimo, bateu de frente com a toda-poderosa Band Rio.
Democracia nos debates
Um dos principais temas debatidos no evento foi, claro, o fato de Freixo não estar participando oficialmente do primeiro debate eleitoral da cidade, mesmo estando em segundo lugar nas pesquisas. Nesta quinta-feira, horas antes de iniciar o ato na Cinelândia, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a regra que permitia que 2/3 dos candidatos pudessem vetar a participação de outro representante, se este fosse de partido ou coligação com menos de 10 deputados federais eleitos.
A partir de agora, caso as emissoras queiram chamar para os debates televisivos candidatos de partidos com até nove deputados, como é o caso do PSOL, os demais não poderão vetar.


