O deputado estadual do PSOL de São Paulo, professor Carlos Giannazi, foi o mais votado da bancada de oposição ao governo de Geraldo Alckmin na Assembleia Legislativa, com 164.929 votos, superando os mais votados do PT (Ênio Tatto, com 108.135) e do PCdoB (Leci Brandão, 71.136). O parlamentar disse que continuará fazendo oposição crítica ao desgoverno do PSDB, que levou ao colapso a Educação, a Saúde, a Segurança pública, o Sistema Prisional e até o abastecimento de água, sem contar os tenebrosos casos de corrupção, como o ‘Trensalão’ e o superfaturamento de obras e compras.
Com relação à nova formação governista da Assembleia Legislativa, Giannazi argumentou que estava de luto por conta desse novo rearranjo, piorado, se comparado ao que já era ruim, na avaliação do parlamentar, com a ascensão da ‘bancada da bala’ e de deputados com um viés direitista e conservador. De luto também se manifestou pela reeleição de Alckmin e pela eleição de Serra ao Senado Federal. “Essa onda conservadora e reacionária em São Paulo teve a contribuição de parte significativa da imprensa e do próprio PT, que abandonou as lutas e os movimentos sociais e fez alianças com setores nefastos como, por exemplo, Paulo Maluf, levando ao desencanto político vários segmentos da população”, complementou.
Giannazi lembra ainda que, na capital, o governo Haddad (o prefeito da capital, Fernando Haddad) atacou os professores da rede municipal com medidas que colocam em risco a carreira do magistério, punindo com o corte de ponto os profissionais da Educação que fizeram uma greve histórica de mais de 40 dias no primeiro semestre deste ano, inclusive com um acampamento em frente à sede da Prefeitura.
Mesmo com esse quadro lamentável legislativo e executivo, Giannazi disse que irá fiscalizar e denunciar todas as irregularidades do governo tucano, acionando o Ministério Público, o Tribunal de Contas, a Defensoria Pública e a mídia, e que seu mandato continuará sendo um ‘posto avançado’ dos movimentos sociais dentro da Assembleia Legislativa.

