Terminou sem acordo a reunião de conciliação do Metrô com os trabalhadores no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na manhã desta quarta-feira (4). Com isso, a categoria decidiu parar por tempo indeterminado a partir da 0 hora desta quinta-feira (5). Essa foi a decisão da assembleia realizada na noite desta quarta-feira, quando os trabalhadores rejeitaram a proposta de 8,7% feita nesta tarde pelo Metrô. Com isso, todas as linhas devem ser afetadas com a greve, menos a linha 4-Amarela, que é atendida por uma concessão privada.
A última proposta feito pelos metroviários era de 16,5%, mas hoje eles disseram que recuariam desde que o índice chegasse a mais de 10%.
Em campanha salarial desde o início de maio, os metroviários também sugeriram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que liberasse as catracas e, em troca, não haveria paralisação. A opção foi rechaçada pelo governador pois “o Metrô é uma empresa e precisa ter equilíbrio financeiro”.
Outro ponto que não avançou na reunião no TRT foi a reivindicação para que seja definido um novo plano de carreira para alguns setores da categoria. Os metroviários querem que sejam criados pisos e tetos de salário para cada cargo.
Nesta quinta-feira, às 17h, haverá nova assembleia da categoria para discutir a continuidade da paralisação.

