A Bancada Feminista do PSOL apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a conduta do presidente argentino Javier Milei seja investigada após sua participação na convenção nacional do Partido Liberal (PL), que definiu Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência do Brasil no último sábado (25).
Milei discursou por quase meia hora e infringiu o artigo 337 do Código Eleitoral Brasileiro, que tipifica como crime a participação de estrangeiros em atividades partidárias. A pena pode chegar a detenção de até seis meses, além de multa.
“O discurso inflamado tem objetivo certo e claro: tumultuar o pleito eleitoral, atacar a credibilidade da justiça e das instituições brasileiras, e ainda, incitar animosidade dos eleitores, descredibilizando a Justiça Eleitoral”, afirma Paula Nunes, que assina a iniciativa em nome da Bancada Feminista.
Na convenção do PL, Milei chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca” e se referiu ao presidente Lula como “presidiário”.
Já o deputado estadual Guilherme Cortez, também do PSOL São Paulo, apresentou um ofício à Casa Civil do estado de São Paulo, que administra a Ordem do Ipiranga, para cassar a honraria concedida pelo governador Tarcísio de Freitas a Milei.
Cortez pede pela revogação distinção, concedida a Milei em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, também no último sábado.

