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Professores e servidores em greve sofrem repressão do governo estadual na Bahia

Nesta quarta-feira (5), um episódio chamou atenção em frente à Secretaria Estadual de Educação da Bahia, onde acampam em frente docentes e servidores das universidades estaduais em greve há quase dois meses. Por causa das fortes chuvas e vento forte em Salvador, os grevistas buscaram abrigo embaixo do prédio público até que o clima amenizasse, mas foram recebidos com truculência e agressões da Polícia Militar do estado.

Os parlamentares do PSOL, Hilton Coelho (deputado estadual na ALBA) e Marcos Mendes (vereador de Salvador), foram imediatamente ao local para prestar solidariedade aos servidores agredidos e negociaram um teto provisório para os educadores.

Os servidores estão acampados em frente à Secretaria Estadual de Educação desde a última terça-feira (4). Lá encontraram mais de cem policiais militares, inclusive da Tropa de Choque, impedindo qualquer acesso à secretaria. No dia seguinte, fortes ventos e chuva afetaram a cidade de Salvador e fez com que os grevistas buscassem abrigo próximo ao prédio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Neste momento, uma ação autoritária e desnecessária da Polícia Militar reprimiu os manifestantes pacíficos. Para negociar, o governo de Rui Costa enviou o coronel da PM Humberto Costa Sturaro Filho, que afirmou ter ordens para desocupar todo o acampamento. Apenas após muita negociação do movimento e dos parlamentares do PSOL diretamente com a polícia, o movimento conseguiu passar a noite abrigado da chuva.

https://www.facebook.com/hiltoncoelhopsol/videos/397096017563381

 

GREVE JÁ DURA DOIS MESES

Os educadores das universidades estaduais baianas estão em greve desde o dia 9 de abril. A paralisação engloba os trabalhadores da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

Eles reivindicam o pagamento de 5,9% de reajuste no salário base de 2019, assim como uma mesa de negociação permanente para organizar um cronograma de reposição das perdas salariais entre os anos de 2015 e 2018 a serem pagas até o final de 2022. Outras pautas, como o compromisso do governador Rui Costa (PT) de não alterar o Estatuto do Magistério Superior sem prévio acordo com o corpo docente, também estão na lista de reivindicações dos grevistas.

Os parlamentares e militantes do PSOL têm demonstrado solidariedade ativa à greve das universidades estaduais desde o seu início e têm pressionado o governo da Bahia para que ele dialogue com os manifestantes ao invés de reprimi-los com a Polícia Militar.

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