Kauê Scarim, com informações do Valor Econômico
O PSOL foi o partido do Brasil com mais candidatos trabalhadores nas eleições parlamentares de 2014. O partido chegou à marca de 11,7% – número que, apesar de parecer pequeno, fica bem acima de partidos grandes e “tradicionais”, como o PMDB (3,8%) e o próprio PT, que, a despeito do nome na sigla, ficou com apenas 4,9%.
Os dados vêm de pesquisa realizada pelo cientista político Luiz Domingos Costa, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O estudo considera como trabalhadores os candidatos que declararam à Justiça Eleitoral exercer 111 ocupações, como metalúrgico, petroleiro, motoristas etc.
O PT, que anteriormente angariava amplas marcas em suas fileiras eleitorais, tendo disputado a eleição de 1998, por exemplo, com 21% de trabalhadores concorrentes, ficou em quarto lugar no “ranking” e vai iniciar a próxima legislatura sem nenhum trabalhador eleito como deputado federal.
Para Costa, segundo apuração do jornal Valor Econômico, a queda dos valores no partido traz a conclusão de que este teria “largado a mão” de recrutar trabalhadores e passado a confiar mais em práticas tradicionais na disputa do voto.

