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PSOL exige condenação do MEC por propaganda racista

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados entrou, na noite desta terça-feira (18), com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra uma propaganda racista veiculada nas redes sociais do Ministério da Educação no último dia 13 de junho. O partido pede a responsabilização dos envolvidos na produção da peça publicitária, inclusive do ministro Abraham Weintraub, e a indenização por danos morais coletivos com o valor convertido para entidades de defesa dos direitos humanos e de combate ao racismo.

O perfil oficial do Ministério da Educação no Twitter fez uma postagem para anunciar as inscrições no processo do ProUni que escancarou o racismo institucional do governo de Jair Bolsonaro e estrutural da sociedade brasileira. Na imagem, uma estudante negra aparece com uma mochila nas costas e, através de uma montagem de qualidade duvidosa, a peça publicitária coloca um diploma na mão de uma pessoa branca sobreposta à personagem negra. Na peça destinada aos stories do Instagram, o MEC vai além e coloca o rosto de uma estudante branca formada sobre o rosto da estudante negra.

O caso rapidamente viralizou nas redes sociais e indignou os usuários pelo racismo explícito da publicidade oficial do governo, que dá a entender que apenas as pessoas brancas podem ter acesso às universidades brasileiras ou são as únicas possuidoras de capacidade intelectual.

A ação do PSOL busca combater a concepção de que as universidades são destinadas apenas às elites que desejam mantê-las como sonhos distantes para a maior parte da população brasileira. A propaganda do MEC reforça o racismo estrutural e discriminatório da sociedade brasileira, ao invés de educar para a cidadania, que deveria ser um dos pilares da comunicação governamental.

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