A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados entrou, na noite desta terça-feira (18), com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra uma propaganda racista veiculada nas redes sociais do Ministério da Educação no último dia 13 de junho. O partido pede a responsabilização dos envolvidos na produção da peça publicitária, inclusive do ministro Abraham Weintraub, e a indenização por danos morais coletivos com o valor convertido para entidades de defesa dos direitos humanos e de combate ao racismo.
A campanha racista do MEC nos deixou estarrecidas. O governo não poderia ser mais literal em sua cruzada contra o pensamento crítico, a educação pública e o avanço das políticas de igualdade racial. Nossa bancada protocolou moção de repúdio na Comissão de Cultura. Não passará! pic.twitter.com/mAm5HgsAx2
— Áurea Carolina (@aureacarolinax) June 19, 2019
O perfil oficial do Ministério da Educação no Twitter fez uma postagem para anunciar as inscrições no processo do ProUni que escancarou o racismo institucional do governo de Jair Bolsonaro e estrutural da sociedade brasileira. Na imagem, uma estudante negra aparece com uma mochila nas costas e, através de uma montagem de qualidade duvidosa, a peça publicitária coloca um diploma na mão de uma pessoa branca sobreposta à personagem negra. Na peça destinada aos stories do Instagram, o MEC vai além e coloca o rosto de uma estudante branca formada sobre o rosto da estudante negra.
O caso rapidamente viralizou nas redes sociais e indignou os usuários pelo racismo explícito da publicidade oficial do governo, que dá a entender que apenas as pessoas brancas podem ter acesso às universidades brasileiras ou são as únicas possuidoras de capacidade intelectual.
A ação do PSOL busca combater a concepção de que as universidades são destinadas apenas às elites que desejam mantê-las como sonhos distantes para a maior parte da população brasileira. A propaganda do MEC reforça o racismo estrutural e discriminatório da sociedade brasileira, ao invés de educar para a cidadania, que deveria ser um dos pilares da comunicação governamental.

