A bancada do PSOL na Câmara protocola na tarde desta quarta-feira (6) um requerimento de informações para que a Secretaria Geral da Presidência da República forneça esclarecimentos sobre a denúncia de que o Palácio do Planalto teria oferecido cargos comissionados em troca da morte do ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega. A resposta é obrigatória em até 30 dias, sob pena de crime de responsabilidade.
A iniciativa acontece após a divulgação, pelo jornal Folha de S. Paulo, de escuta telefônica feita pela Polícia Civil do Rio de Janeiro há dois anos, em que uma irmã do ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega acusa o Palácio do Planalto de oferecer cargos comissionados em troca da morte do ex-capitão.
Junto com a bancada do PSOL estou apresentando um Requerimento de Informação para que o Planalto se explique da denúncia de troca de cargos comissionados pelo assassinato do miliciano Adriano da Nóbrega. A Secretaria Geral da presidência terá 30 dias para protocolar resposta.
— Sâmia Bomfim (@samiabomfim) April 6, 2022
Segundo o jornal, “na gravação, Daniela Magalhães da Nóbrega afirma a uma tia, dois dias após a morte do irmão numa operação policial na Bahia, que ele soube de uma reunião envolvendo seu nome no palácio e do desejo de que se tornasse um ‘arquivo morto’”.
“Ele já sabia da ordem que saiu para que ele fosse um arquivo morto. Ele já era um arquivo morto. Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele, já. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso, já. Foi um complô mesmo”, diz Daniela na gravação autorizada pela Justiça.
O Palácio do Planalto e a defesa de Daniela não se posicionaram sobre o conteúdo das escutas para a reportagem. No caso do Requerimento de Informações da bancada do PSOL, a resposta da Secretaria Geral da Presidência terá que ser protocolada em até 30 dias.

