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PSOL vai ao MPF contra associação de tiro que age como milícia política e ameaçou militante do PSOL

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados entrou com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo contra a Associação Nacional de Armas – CAC BRASIL para investigá-los e enquadrá-los como organização paramilitar e associação criminosa.

Em resposta ao artigo do advogado e militante do PSOL em SP, Almir Felitte, em que ele criticava a política de liberar a venda e uso de armas e munições pelo presidente Jair Bolsonaro, a entidade publicou em sua página no Facebook a seguinte mensagem: “Nós seremos a força de reação que irá proteger o país, apoiar o presidente e defender o Brasil das garras vermelhas, junto com as Forças Armadas”.

O deputado Glauber Braga critica o grupo. “É inconcebível que Bolsonaro utilize a caneta de presidente da República para ampliar o poder armado de quem seria colecionador mas faz declaração pública de milícia política”, diz. A representação foi apresentada na quinta-feira passada e divulgada hoje.

O artigo do advogado foi publicado no dia 28 de maio no site Outras Palavras e não citou em nenhum trecho a associação CAC Brasil ou qualquer outro grupo de CACs (abreviatura para colecionadores, atiradores e caçadores).

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, se posicionou em defesa de Almir Felitte contra as ameaças da organização paramilitar.

Em um dos textos, a CAC Brasil se define como um grupo de “cidadãos de bem” que estão “cansados de ver a roubalheira suja da esquerda e sua ação tendenciosa de desarmar a população para tomar o país”.

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