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Venezuela: Maduro anuncia cinco reformas, que devem marcar refundação do governo bolivariano

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou cinco grandes reformas – as quais ele chama de revoluções – que deverão impulsionar a refundação e a nova etapa do governo bolivariano. Ele explicou à imprensa que as revoluções traçadas buscam renovar os métodos de trabalho do governo para consolidar a estabilidade nacional, a prosperidade e a vitória da paz.
 
A primeira reforma deve ser a econômica. A Venezuela buscará avançar como potência produtiva, que permita o desenvolvimento de uma economia autônoma, diversificada, avançada e harmonizada com a capacidade de satisfazer as necessidades materiais do país. A segunda mudança será a do conhecimento, ciência, cultura e tecnologia.
 
A terceira diz respeito ao aprofundamento das missões sociais que estão em andamento e seguindo o legado do ex-presidente e comandante da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez. A quarta é a revolução da política do Estado, que continuará concedendo poder ao povo, com base no protagonismo e na democracia participativa, com justiça social e de direito.
 
Por fim, a quinta reforma será a do socialismo territorial, que implica a reorganização e consolidação do modelo comunitário, de convivência, para o desenvolvimento da vida e do modelo ecossocialista, “que possa agrupar os desafios que o comandante (Chávez) desenhou no objetivo de preservação do planeta”.
 
Em rede nacional, ao anunciar as revoluções, Maduro também anunciou a fusão de ministérios, designou novos ministros; ratificou outros membros do gabinete executivo em seus cargos e divulgou medidas econômicas. Maduro também anunciou a criação da ‘Autoridade Única Nacional de Trâmites e Permisologia’; ajustou as funções das vice-presidências e criou novas: a vice-presidência de Planejamento e Conhecimento e a de Segurança e Soberania Alimentar. “O que vai acontecer é que vamos continuar tendo uma revolução socialista e vamos seguir refundando os métodos de governo, as políticas, e convoco, no espírito de (Hugo) Chávez, a fazer com que esta seja a hora de uma revolução dentro da revolução, que consolide os horizontes da economia, da vida social e da prosperidade nacional”, manifestou Maduro.
 
O presidente bolivariano aproveitou ainda a oportunidade para ressaltar as conquistas e os avanços sociais que o país vem acumulando desde o início da Revolução Bolivariana, em 1999, sob a liderança de Hugo Chávez. Destacou o êxito do modelo socialista em indicadores socioeconômicos, como a redução da pobreza e do desemprego. Com base em dados do Instituto Nacional de Estatística, no fechamento do primeiro semestre de 2014, a taxa de desemprego estava em 6,8%, a mais baixa dos últimos 30 anos. Em 1998, esse número chegou a 25%.
 
Maduro recordou que as taxas de desemprego caíram mesmo em anos difíceis para o país, como 2013 e 2014, em virtude da guerra econômica que teria sido desatada pela direita, “para afetar os índices e indicadores macroeconômicos, por meio de mecanismos, como o contrabando, o monopólio e a especulação”.

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