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“ACM Neto falta com a palavra empenhada aos servidos municipais”, denuncia vereador Hilton Coelho

O vereador do PSOL em Salvador, Hilton Coelho, membro da Comissão de Educação da Câmara Municipal, recebeu de funcionários públicos municipais a denúncia de que o acordo firmado entre as entidades sindicais e a Prefeitura de Salvador, cuja categoria encerrou uma greve no dia 3 de julho, não está sendo cumprido na proposta enviada pelo prefeito ACM Neto. Os projetos aguardam votação na Casa. “O cumprimento da palavra empenhada é um dos instrumentos mais importantes para que exista negociação transparente e que exista confiança mútua. Os projetos de lei referentes à campanha salarial de 2013 dos servidores públicos e as propostas normativas enviadas no dia 15, quinta-feira, já com grande atraso e que serão submetidas à deliberação dos vereadores para serem sancionadas pelo prefeito, não correspondem ao que foi negociado e isso é inadmissível”, denuncia Hilton Coelho.

A direção do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) avalia qual será sua proposta e solicita à Câmara Municipal que modifique os pontos contrários aos interesses da categoria. “Fomos informados que durante uma negociação recente, se é que pode ser assim chamada, o secretário de Gestão, Alexandre Paupério, afirmou textualmente que não seria admitida nenhuma mudança nos projetos que se encontram no Legislativo. Isso é de um autoritarismo tão grande que merece o repúdio da sociedade. Estamos em contato com as vereadoras e vereadores da Casa para termos uma ação conjunta e unitária em defesa dos servidores”, afirma o vereador do PSOL.

Os projetos de lei tratam questões gerais dos servidores, situações específicas do âmbito da saúde, a exemplo dos avanços do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e do acordo fechado com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). 

Hilton Coelho destaca que no dia 7 o secretário de Urbanismo e Transportes, José Carlos Aleluia, também de forma autoritária, chamou de “molecagem” a atuação do Movimento Passe Livre (MPL) que ocupava a Câmara Municipal. “Em minha opinião esse termo incorreto utilizado pelo secretário fica bem em quem não cumpre acordos. Estamos atentos e em parceria com as entidades representativas dos servidores municipais exigimos uma solução e, mais do que isso, que se cumpra acordo fechado na base da confiança caso contrário ACM neto mostrará que futuras negociações não terão mais nenhuma credibilidade”, finaliza.

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