Nesta semana, a deputada estadual Ana Laura Pretas (PSOL-SP) foi vítima de uma abordagem racista sofrido dentro da Câmara Municipal de São Paulo. Nas redes sociais, ela relatou ter sido hostilizada por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) enquanto visitava o gabinete da vereadora Luana Alves (PSOL-SP).
Ana Laura foi até a área externa da Câmara e, ao retornar, foi impedida de subir ao gabinete sem passar novamente pelo detector de metais, mesmo já estando identificada e sem ter saído da Casa.
“Já havia passado pelo detector. Estava identificada. E, mesmo assim, fui tratada como suspeita, como se não tivesse dignidade”, afirmou. A abordagem só parou depois da intervenção de uma colega branca. “A cor da pele, mais uma vez, definiu o tratamento”, reiterou.
Para a deputada, o episódio revela como o racismo estrutura o funcionamento das instituições. “É sobre isso que falamos todos os dias. Esse controle sobre nossos corpos. Se eu fosse branca, isso teria acontecido? Não!”, declarou.

