A Justiça de Campinas (SP) condenou na última quarta-feira (22) o vereador Vini Oliveira (Cidadania) por conta de um vídeo postado em suas redes sociais no qual ele divulga a mentira de que “drogas teriam sido apreendidas” com a também vereadora Mariana Conti (PSOL) durante a participação da parlamentar campineira na Global Sumud Flotilla, missão humanitária que teve como destino a Faixa de Gaza em outubro de 2025.
Além da condenação por danos morais, o vereador mentiroso teve de manter o material removido do seu perfil e publicar uma nota de retratação sobre o caso.
Em agosto de 2025, a vereadora Mariana Conti se licenciou da Câmara Municipal de Campinas por aproximadamente dois meses para que pudesse compor a delegação brasileira da Global Sumud Flotilla. A ação reuniu embarcações com ativistas de todo o mundo na tentativa de quebrar o cerco de Israel sobre o território palestino e entregar alimentos, medicamentos e outros itens essenciais.
“Foram ditas muitas mentiras durante a Flotilha para tentar desmoralizar essa ação que dá tanta esperança ao povo palestino. Uma delas foi que eu estaria usando dinheiro público para ir à missão, o que pode ser facilmente refutado ao verificar toda a documentação do meu afastamento da Câmara. Toda a viagem foi custeada com meu próprio dinheiro. Não recebi um centavo do recurso público enquanto estive fora”, afirma Mariana.
“A mentira espalhada pelo Vini foi ainda mais grave, porque ele afirmou que drogas teriam sido encontradas nos barcos e, da forma como publicou, fez parecer que eu estaria cometendo tráfico internacional. Nós passamos por inspeções rigorosas ao entrar e sair de vários lugares da Europa, como em Barcelona. Afirmar que havia drogas nos barcos é, além de um sério ataque à Flotilha, uma descredibilização das políticas de fiscalização desses países”, continua.
“É uma enorme vitória essa condenação. A extrema direita usa a mentira como método, ganha likes e votos por meio das fake news, e isso às vezes faz com que as pessoas tenham visões deturpadas sobre ações como a Flotilha. Seguirei na luta em defesa do povo palestino e contra esses mentirosos, mesmo se necessário ir à Justiça. A internet não é terra sem lei, e é preciso que as pessoas sejam responsabilizadas por aquilo que postam”, finaliza a vereadora do PSOL.
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