Um dos momentos mais esperados da noite deste sábado (02), no primeiro dia do 6º Congresso Nacional do PSOL, foi em torno do debate sobre a conjuntura brasileira, nesse cenário de grande avanço conservador e do aprofundamento da política de retirada de direitos do governo de Michel Temer. Apresentada pelos dirigentes nacionais do partido João Dantas, Edilson Silva e Vanessa Koetz, a resolução de conjuntura nacional é um apanhado de boa parte do debates da parte da manhã, feito na abertura do Congresso.
Unidade da esquerda para derrotar as reformas de Temer é o grande chamado do documento, com base no acúmulo das lutas do último período. “O golpe abriu uma nova etapa na luta de classes no país, com uma reorganização da direita e da esquerda. De um lado, o avanço das forças mais conservadoras, tanto no plano econômico quanto nas questões morais e de comportamento. O descontentamento com a política tem produzido sua negação e abre espaço para hipóteses como Jair Bolsonaro ou Luciano Huck. De outro lado, já está em curso um processo de reorganização da esquerda em torno da luta contra o golpe, contra a retirada dos direitos sociais e dos trabalhadores e contra os ataques do governo”.
Como tarefa prioritária para o partido e sua militância em todo o país, a resolução coloca a necessidade de ampliação da luta contra o governo, em conjunto com as diversas organizações sociais. “Diferente do primeiro semestre, os movimentos sociais e os partidos de esquerda não têm conseguido fazer frente à ofensiva contra os direitos e a democracia. Para tanto, é central que as frentes de mobilização social ampliem sua unidade. A organização da luta local, conectada nesse movimento mais amplo, é o outro lado desse processo, com a participação do partido e dos militantes nos diversos movimentos que têm surgido nos bairros e nas cidades do interior”.

