A Comlurb demitiu Bruno da Rosa e Célio Viana, duas das principais lideranças das greves dos garis do Rio de Janeiro. Uma decisão que reflete o desejo do prefeito de acabar com a organização dessa categoria. Com essa demissão política, Eduardo Paes (PMDB) tenta destruir o novo sindicalismo combativo que está surgindo em meio às greves.
Há várias semanas têm sido denunciadas as perseguições contra os ativistas que estiveram à frente da greve; interditos proibitórios, inquéritos, fraude na eleição da Cipa de Piedade e transferências de local de trabalho. Infelizmente, a direção do Sindicato do Asseio nada fez contra essa perseguição política e abandonou os ativistas da greve.
Nada disso intimidou os trabalhadores. Nada fez recuar a combatividade da categoria. Reuniões por gerência mantiveram a união e a organização das lideranças grevistas. Isso assustou Eduardo Paes e Vinicius Roriz, por isso essa medida extrema.
Demitiram Bruno e Célio alegando faltas no período de greve, quando o acordo prevê inclusive compensação dos dias sem desconto no salário. Outra alegação foi atuação nos piquetes e atividades da greve, como se ainda estivéssemos nos anos de chumbo quando o livre direito de manifestação era considerado subversão. Outros ativistas também foram demitidos sob mesma alegação. Trata-se de uma atitude ditatorial de Eduardo Paes em claro desrespeito às leis trabalhistas e ao direito de greve, ferindo os direitos humanos e a dignidade do trabalhador. Uma prática rotineira na atual gestão, transformando nossa cidade numa “terra sem lei”. Arbitrariedades iguais são cometidas contra professores, moradores de comunidades, etc.
O Diretório Nacional do PSOL exige a readmissão de Bruno, Célio e de todos os demitidos. Estaremos panfletando nas principais gerências da Comlurb e coletando assinaturas por meio de um abaixo-assinado contra demissões e perseguições.
Entendemos que os trabalhadores devem ficar alertas contra esses abusos, preparando novas mobilizações. O PSOL estará a postos para apoiar a luta dos garis no Rio de Janeiro e no Brasil.
Diretório Nacional do PSOL
17 de maio de 2015

