Há dois anos ocorreu o assassinato político de nossa companheira, Marielle Franco, vereadora do PSOL no Rio de Janeiro e de Anderson Gomes. Nesse tempo, família, amigas e amigos e milhares de ativistas e militantes da esquerda brasileira transformam o luto em luta, fazendo da luta por justiça uma bandeira por um Brasil onde lideranças políticas não sejam vítimas da violência.
Após dois anos persiste a impunidade e ainda não sabemos quem mandou matar Marielle e por quê. A escalada da violência política no Brasil e o avanço do poder das milícias no Rio de Janeiro vitimou Marielle e Anderson. Há dois suspeitos, ligados às milícias, mas ainda não há condenados e os mandantes são desconhecidos. Da mesma forma, que ainda não foram devidamente esclarecidas as suspeitas sobre os mandantes do crime e a suposta relação desses com a família Bolsonaro.
Por isso seguimos exigindo respostas. E continuaremos fazendo isso dentro e fora do Brasil, no parlamento, nas instituições de Justiça, nas ruas e em todos os espaços. Por isso o PSOL tem construído durante esses dois anos junto com outros movimentos sociais, partidos e organizações manifestações cobrando o fim da impunidade e homenageando Marielle e Anderson, lembrando suas vidas e lutas. Nesse 14 de março, incentivamos as atividades do “Amanhecer por Marielle”, intervenções artísticas nas ruas e praças públicas, assim como manifestações com faixas, panos amarelos ou girassóis nas janelas das casas ou locais de trabalho e fotos, vídeos e postagem nas redes sociais com a hashtag #JustiçaPorMarielleEAnderson
Seguimos nas lutas semeando a resistência e um novo futuro. Para as futuras Marielles possam viver em paz e lutar por um Brasil justo para todas e todos.
Executiva Nacional do PSOL
Setorial Nacional de Mulheres do PSOL
14 de março de 2020

